quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Onde eu estive todo esse tempo?

Onde eu estive todo esse tempo
Essa minha mania de querer mudar as coisas como estão...
É muito sofrimento...
Querer a utopia e tudo e mais...

Tem dias que a gente simplesmente não consegue escrever. Falta neurônios.
Para fazer as conexões. Uma sinapse, um encontro.
Um falta algo que me trouxe até aqui.
E ainda não encontrei!
Que desconcerto!
Eu estudo e sinto sono e estudo mais...
E...
Tem pessoas que não sabem e continuam tão bem...
Tem pessoas que sabem e continuam.
Para que saber tanto?
Para que saber tanto quando eu nem sei o que eu quero mais?
Eu não sei o que eu quero mais.
O mundo é muito grande.
E mesmo assim sinto um desencontro. Um desconforto.
Talvez é isso que eu busco nas pessoas. Nos olhares e nos sorrisos.
Um excesso de carência de algo distorcido que de tão distorcido nem sei mais o que é que é.
E de carência em carência eu vou aos poucos me perdendo.
Até que chega a hora de partir de novo.

Já me disseram onde me achar.E eu não consegui.
Mas estou constantemente tentando... e acho que tenho conseguido!

Sabe talvez uma coisa que eu nunca tentei desde que comecei essa jornada?
Um lugar que eu nunca pensei...
Minha casa.

Hoje eu gostei muito do que o professor falou na aula sobre as populações indígenas.
Quem deve aprender somos nós, que vivemos em uma sociedade caótica e doentia.
Deve ser por isso a minha vontade de me enfiar no mato.
E o amor pela minha família, pela figura da minha mãe, pela resistência em não querer deixá-la.

Tudo que me trouxe até aqui e a minha vivência nesta universidade e com as pessoas desta casa me fazem perguntar novamente...
Qual o meu papel diante de um mundo tão nauseante?
Onde quero chegar com tudo isso?
Talvez vejo uma luz... talvez ser uma pessoa completamente apaixonada, que fala com olhos brilhando daquilo que faz.
Quando aconteceu-me isso, tentarei lembrar... Não foram poucas as vezes.