quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O céu estava cinzento


Fecha logo esse mês porque está difícil acordar.
Tem jeito não.

domingo, 29 de agosto de 2010

Manaus, Manaus e Manaus


Olha só que agosto já está no final e eu esqueci de falar. Passou rápido.
Não que nada tenha acontecido. Só escrito em outros lugares.
Em cadernos, no nikki, meio de livros e copos de papel.
Uma observação importante!
Semana do saco cheio chegando e eu não estou de saco cheio.
Setembro seja bem vindo!
Estou ansiosa para sentir e escrever sobre outros lugares. De volta.
Três vezes na faixa! Ou não...
Pensei que eram as brechas do sistema. Ou não, né, talvez se os preços fossem mais justos e a exploração dos trabalhadores menor, não teríamos promoções, bônus, premiações, etc. ou seja artefatos para maquiar a exploração do trabalhador e do consumidor. Vixi...
De qualquer forma, acho que a floresta e seus seres encantados me chamam.
Ainda há muito o que se fazer!
E agosto já está acabando.
Volto já!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Quanta coisa... antiga!


Era a época que eu achava apelido legal.
Que eu achava a faculdade a melhor coisa que havia me acontecido até então.
E era.

"Sei que uma coisa pode significar várias coisas e nunca significa nada...
Mikie
Catota
CatÔta
Calota
Caroura
Catotitla
Catóta
Catotá
Cacota
Catots
Carora
Catotè-
Catotinha
Catotô
Catotitazinha
Jabuti!!
Ranho
Verdinho
Meleca de nariz
Melequinha...
sei lá"

"A luz e a longa-longa-longa nuvem." Guimarães Rosa

As aulas na UFAM foram assim!


Uma palestra deve despertar coisas. Uma aula.
Deve ser emotiva, despertar a curiosidade.

Até onde podemos fragmentar nosso território sem interferir na ecologia?
O que nos levou a ser como somos? Na Amazônia?
O que somos hoej faz parte de um processo. Modelos de ocupação, exploração ccom fundo histórico que acontece no Brasil e no mundo.
"A Pobreza e a Riqueza das Nações." Landers.
A religião é um instrumento de dominação: o poderio econômico para ter acesso à exploração.
"Germes, armas e aço" outro livro que define a dominação do mundo.
Por que o espanhol dominou o índio e não o índio o espanhol?
"Colapso" Luis Maltor? Mostra como o sucesso ou o fracasso da sociedade depende de como ela se relaciona com o ambiente natural.
Trabalharmos a transversalidade nas escolas.Drogas do Sertão, Borracha, a corrida do ouro,
E fala com tanta paixão e sobre "nós" com um sotaque não amazonense...
Os mitos da Amazônia
Conseqüências ambientais.
A borracha também teve seus ciclos.
Biopirataria e a seringueira.
Soldados da borracha: exploração da borracha na época da guerra.
Com a decadência... a periferia da capital.
O histórico de desocupação das matas e ocupação dos centros urbanos imperando na degradação.
Taxas e taxas provar uma verdade para?
Formação Social da Amazônia. Outro livro massa.
Estas excursões nunca vinham sozinha. Traziam naturalistas gerando conhecimento científico.
Pedro Teixeira era portugues garantindo que a Amazônia fosse portuguesa.
A professora gostou da fronteira do desconhecido é uma fronteira de violência.
Trabalhar a transversalidade: qual o ponto que nos conecta? A mudança!
Políticas Públicas de conservação. Qual o tamanho que eu posso utilizar?
O que é melhor? Vários pedacinhos ou um pedação?
O que se estudou foram os efeitos nas ilhas do Sudeste Asiático.
A questão indígena: Por que os índios têm que ter tanta terra?
Por causa do manejo> qual a forma de evitar a degradação?
A Educação. Um conceito político. Até onde eu faço parte ? Um discurso de exercício. A transformação pelo exemplo.
Depende de nossa postura como alunos, nosso comprometimento com a sociedade.
O que é eticamente correto? Crianças comprometidas. Compromisso com a mudança muito mais acima de boas notas.

Revirando


Uma coisa que eu estou aprendendo a um tempinho é que tudo só funciona sob pressão...
Então é natural a gente agir " Por pressões familiares, de amigos, e outros..."
Ousando pensar em Embriologia e cruzando o sentido das palavras...
O ollho se desenvolve por causa da pressão ocular,
o nó de Hessen só regride por causa da pressão do líquido vitelínico,
a cabeça desenvolve-se por causa da pressão do líquido cefalorraquidiano...
Umas coisas assim. Enfim, desde que éramos fetos.

Eu gosto de fetos.
São legais.

sábado, 17 de julho de 2010

Anotações


Faz um ano. Agora mais. Alguns questionamentos ainda são os mesmos. Sempre bom rever.

"Depois de uma semana em um lugar de muita inspiração, cercado de pessoas que compreendem cada palavra das poesias e que dão as mãos da forma mais verdadeira, fica difícil voltar para a rotina tão apática e fragmentada. De pessoas fragmentadas, frias e individualistas. Pergunto-me se essas pessoas são tão individuais porque nunca foram sensibilizadas ou porque realmente não acreditam que um mundo mais justo e desigual é possível (com muita luta, mas é nisso que acreditamos). De volta à faculdade, diante de todas minhas anotações (que foram muitas) e reflexões, resumi meus principais questionamentos que gostaria de compartilhar com você... Qual o sentido do estudo? Qual o sentido de se estudar e conhecer os fatos? Qual o sentido de conhecer a realidade se não for para transformá-la? Para conhecer a realidade, precisamos ir além das aparências. Ir além das aparências já é um grande passo que quebra a barreira do preconceito. "Sentir o povo. Pegar o cheiro do povo." Mas em primeiro lugar, o que faz cada um querer a realidade que não a sua própria, confortável aparentemente? Talvez essa seja a resposta para um trabalho do Trabalho de Base, né? A idéia do "fazer por fazer" me inquieta... "Estudar por estudar" não me deixa em paz. Para esta juventude apática, é muito mais conveniente ver a forma linear e fragmentada do mundo, sem as contradições que nos angustia. Tenho minhas dúvidas se estamos passando por um processo de ruptura ou se é uma luta interminável. Uma professora que falou sobre Filosofia Marxista disse "Para um processo revolucionário, deve ser desconfortável viver nesse mundo!" Como causar este desconforto? Os fatos estão aí... No nosso dia-dia. Mas como tantas contradições causarão desconforto? Como causar desconforto quando temos alunos tão confortados no aconchego dos pais ou conformados com sua postura individualista diante do mundo? Como mostrar para um trabalhador que a força de trabalho dele não é paga se ele precisa do trabalho para sustentar sua família? Já disseram que a história individual de cada um ajuda a compreender. Quem explica a fé que cada um tem no ser humano? Aliás, quem explica a fé? Essa fé que nos permite OUSAR sonhar..."

Sempre bom reler... Há segredos que a vida sussura em nossos ouvidos e de repente faz sentido.
Talvez até a mesma pessoa em pessoas diferentes...

  1. (...) as, tudo que é justo e verdadeiro deve ser incorporado, ainda que não seja realizado por gente do nosso grupo.
  2. (...) conhecimento verdadeiro só pode beneficiar à construção do socialismo (a direita manipula a ciência a seu favor). (...) Nossa proposta precisa ter fundamento no conhecimento.
  3. (...) 9 da manhã às 10 da noite, na biblioteca pública, estudando (...)
  4. portanto, estudar bem a matéria que escolhemos pode ser um grande serviço à causa. Não é possível pretender mudar o mundo só com nossa vontade e nossa ideologia. (...)"cavar" espaços em centros estratégicos de pesquisa.
  5. (...) posição de classe, quer dizer, a opção por um projeto de sociedade. (...)
  6. (...) atuar, inicialmente, no espaço onde gasta mais tempo. De forma ousada e cuidadosa, devemos convencer colegas dispostos para nossa causa. Esse é o nosso povo, no momento. Aí temos que descobrir, com competência e segurança, os potenciais e embriões... que, por sua vez, se tornarão multiplicadores. Isso é o trabalho de base... no caso de vocês, na faculdade. (...) A mudança só se faz com muita gente.
  7. foi difícil ficar em paz quando descobri a injustiça e apaixonei pela solidariedade. Na juventude, essa descoberta gera revolta, ansiedade, dúvidas... e arroubos de sair por aí denunciando e tentando mudar tudo, da noite para o dia. Com o tempo aprendi que é indispensável essa paixão pela transformação, porém, ela exige mais que nossa vontade. É preciso que haja condições objetivas (momento oportuno) e condições subjetivas (muita gente consciente e organizada) e isto não depende só do nosso querer (voluntarismo).
  8. (...) processo de ruptura. Como fazer a ruptura?
  9. (...)família. base de apoio afetivo e não romper por qualquer razão.
  10. (...) é preciso viver no meio da contradição, orientado pelo sonho. Essa intencionalidade o anima a continuar. Por isso, aguenta a busca pelo diploma necessário para garantir a vida na atual sociedade, vê novelas mexicanas e a droga do futebol, canta música sertanojo, participa de festinhas de patricinhas e, porque não parece um ET uma hora dessas consegue fazer a pergunta questionadora, mostra as contradições... Precisava ler isso!
  11. (...) fé é (...) uma convicção (...)
Um mês depois...
"Sabe também que o que foi válido para um momento pode servir como inspiração, mas nunca como resposta acabada para hoje.
Existe uma grande vantagem na juventude quando ela se dispõe a um processo de transformação. Ela tem muita vontade, garra, energia, idéias novas e ousadia, sobretudo, sonhos... e ainda não está enraizada de forma mais permanente."

E não é que parece a mesma pessoa?
"em vez de pensar se há um destino ou não que orienta a vida das pessoas - não entro nessa discussão sem fim - prefiro pensar estou aqui e aqui é meu novo posto de aprendizado, de contribuição... e como dizes, me jogo de cabeça, procurando extrair o máximo dessa situação de fato. Ainda para ti que estás num tempo de preparação e transição. Esse tempo é munição para tua contribuição como profissional enquanto construção de um outro modelo de desenvolvimento."



Quando dizem "há braços"

Nas pequenas coisas voltei a acreditar.
E isso significa muito para quem não estava acreditando em mais nada e se sentia... pequena.
Encontrei um cd perdido que me fez ficar nostálgica de um tempo que não aconteceu, mas que foi antes de eu entrar na faculdade. É isso: Começo por mim.
E tinha essa música...


With My Own Two Hands

I can change the world
With my own two hands
Make it a better place
With my own two hands
Make it a kinder place
With my own two hands
With my own, with my own two hands
I can make peace on earth
With my own two hands
I can clean up the earth
With my own two hands
I can reach out to you
With my own two hands
With my own, with my own two hands
I'm gonna make it a brighter place
With my own two hands
I'm gonna make it a safer place
With my own two hands
I'm gonna help human race
With my own two hands
With my own, with my own two hands
With my own, with my own two hands
I can hold you
In my own two hands
I can comfort you
With my own two hands
But you've got to use
Use your own two hands
Use your own, use your own two hands
Use your own, use your own two hands
With our own
With our own two hands
With our own
With our own two hands
Oh, you got to use your own two hands
With our own, with our own two hands
With our own, with our own two hands
With our own, with our own two hands

Pois é.
Há braços e mãos. Mas tem que ser de luta.

domingo, 11 de julho de 2010

Estou por aqui!


O que mais importa é que eu estou aqui.
Leitura: A Cabeça bem-feita de Edgar Morin pensando em um tal de Profecia Celestina.
E tem Casa Grande Senzala!
Por enquanto é só.

domingo, 4 de julho de 2010

Quase acabando o semestre!


A graduação é só um gradual estágio para o passo maior que a gente quer dar... e o resto não pode falar.
Mas qual é a criatividade exercitada com tantas citações? É só um treinamento para montar o quebra cabeça? Mas quanto mais ler, mais peças...
Um dia você me responde para mim?
Ainda bem que ainda é o que está atrás de mim o que me move. É algo bem grande que um quadrinho no canto não explica.
O que me movimenta faz encarar as coisas do jeito que eu interpreto.
Afinal, as coisas são exatamente como aparentam ser. E tudo está sujeito a interpretação.
Mais uma tentativa.
Um puxão de orelha para mim:
Até quando vou esperar uma segunda chance?
Eu mesma, lembre-me disso.
Ainda bem que existe mingau de aveia e seres iluminados para recomeçar.

sábado, 3 de julho de 2010

A gente tava querendo falar dessa coisa...


É só para eu lembrar. Vai que de repente eu não existo mais...

Coração de Estudante-Milton Nascimento

Quero falar de uma coisa
Adivinha onde ela anda
Deve estar dentro do peito
Ou caminha pelo ar
Pode estar aqui do lado
Bem mais perto que pensamos
A folha da juventude
É o nome certo desse amor

Já podaram seus momentos
Desviaram seu destino
Seu sorriso de menino
Quantas vezes se escondeu
Mas renova-se a esperança
Nova aurora, cada dia
E há que se cuidar do broto
Pra que a vida nos dê
Flor flor o o e fruto

Coração de estudante
Há que se cuidar da vida
Há que se cuidar do mundo
Tomar conta da amizade
Alegria e muito sonho
Espalhados no caminho
Verdes, planta e sentimento
Folhas, coração,
Juventude e fé.

Do semestre

Do semestre eu tenho ausências.
Estive ausente dos amigos, do Mebio, dos conhecidos, da família.
Sem e-mails, sem cartas, sem telefonemas ou encontros.
Sem presentes ou carinhos. Não fiz bolo para mamãe ou inventei com ela alguma receita para deliciar nossa relação.
Onde é que eu estive?
Na rotina.
Ou apenas tentando.
Talvez eu esteja muito exigente comigo mesma.
Ou talvez a escolha por uma melancia germinando na caixa de ovos tenha a minha interpretação do semestre.
E aí não é tão pessimista assim.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Clocks para o fim do semestre


É muito chato falar de problemas.
Fato é que as pessoas têm medo de sofrer.
Mais sofrimento que os fatos trazem.
Tem gente que quer fugir.
Tem gente que tenta melhorar.
Sabendo que o problema nunca será resolvido.

É que o problema são as pessoas.
E assim ficamos em uma ilha...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Lembrei!


Vento calmo.
Melhor é não dizer.
Apenas ficar em silêncio.
Enquanto a noite não chega.

Escrever, ler, escrever.
Dedicação.
Talvez faltou um pouco.
Mas foi bom.
Se tivesse mais tempo, esperaria omelhor.
Como não me organizei, ficarei feliz com o mínimo o suficiente.

Aí eu estava escrevendo.
E uma cã que mais parece um javali sentou ao meu lado.
Ela é a cã mais fedida e cheirosa, mais roliça e charmosa que eu já conheci.
É esnobe e elegante.
Com toda classe, sentou ao meu lado, ficou esperando um não sei o que e saiu.

Silêncio é bom.

Eu quero vomitar.
"Está na hora de parar de sonhar."
Não sei se seria melhor não escrever para esquecer ou se escrever e uma forma de vomitar.
Vomitar é uma palavra muito feia.
Mandar parar de sonhar é tão feio quanto vomitar.

Quem entende as metáforas se não quem escreve?

Hoje pirei de novo sobre concepções. O que é a minha maneira de entender e a sua?
Eu não consigo dizer ainda, mas no meio de toda essa confusão (Ai que bagunça essas palavras soltas) eu só quero descobrir um jeito de fazer as coisas serem menos piores.
Amanheceu o dia. Querendo o final de semana que foi quinta e sexta.
Perguntaram como foi. E eu disse algo sobre vômitos.
Algumas palavras ficam vazias...
E aí é a concepção que fará a palavra rechonchuda ficar rechonchuda. Cochonilha rechonchuda.
No final, só tentando...
Estou tetando...
"O importante é acreditar e emanar aquilo que acreditamos."
Pessoas simples vieram ao mundo para fazer acreditar.

Gosto de dias calmos.
Como em um Poema de Natal e dedicatórias para seres encantados da floresta.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

2010


Por Quem Os Sinos Dobram
Raul Seixas
Composição: Raul Seixas

Nunca se vence uma guerra lutando sozinho
Cê sabe que a gente precisa entrar em contato
Com toda essa força contida e que vive guardada
O eco de suas palavras não repercutem em nada

É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro
Evita o aperto de mão de um possível aliado, é...
Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo
Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo

Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz
Coragem, coragem, eu sei que você pode mais

É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro
Evita o aperto de mão de um possível aliado
Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo
Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo

Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz
Coragem, coragem, eu sei que você pode mais.