domingo, 30 de agosto de 2009

Eu vi um velhinho de cabelos brancos...

A minha linha de raciocínio continua com o "Por que escrevo hoje".
Três semanas em Manaus, longe de tudo que acontecia antes, mas não distante de tudo que aconteceu. Acho que eu precisava (e ainda preciso) deste tempo longe dos outros e das coisas mas não distante de mim mesma.
Acho incrível como certas pessoas aparecem em nossas vidas e como elas nos influenciam e nem sabem como. Repito isso hoje de novo, mas pela nova conhecida aqui de Manaus, uma professora de letras, de São Paulo que acabou de voltar para cá. Em uma tarde já conversamos sobre uma vida inteira... Chegamos a várias conclusões, entre elas que quando começamos a entender Carlos Drummond de Andrade ou Thiago de Mello é que a coisa não está boa... "Mas ninguém tem o direito de tirar seu direito de sonhar." A conversa levou um bom tempo nesta praça, que também lhe trouxe várias lembranças de sua família, entre elas uma peça de Thiago de Mello que viu com o pai.
Eu me apaixonei pelo centro histórico de Manaus. Vou tentar uma vaga na Casa do Estudante, que fica em uma travessa da praça do Teatro e na frente de um Correio! Se não der, vou negociar em um albergue da Hostelling International, que também fica perto do centro.

O clima à noite é muito mais agradável, a vida noturna na praça é boa, tem criança e balão, tem cheiro de pipoca, tem namoro, tem conversa, tem cachorros se conhecendo e sopa de tacacá (a sopa que tem folha de jambo que adormece a língua), tem suco de frutas e açaí e foi tomando um suco de graviola que vi um velhinho...
Um velhinho, todo de branco, cabelos brancos e mãos para trás... Observando tudo calmamente, com óculos que com certeza já viram tanta história, andando em passos lentos pela praça, no calor agradável de Manaus. O nome nós duas sabíamos, era Thiago de Mello! Eu fiquei pensando... "O que será que ele está pensando?"

Quarta-feira tem Recital de Poesia na livraria Valer- que fica no Centro Histórico. Mais poesia para compreender. Acho que vai valer a pena!


É engraçado ver aqui, longe as pessoas de perto. As pessoas me perguntam de onde eu sou e por que escolhi vir para cá. Eu não acredito que as pessoas realmente estejam interessadas em saber o que eu penso, sinto e quem eu sou. Aliás, nem eu sei. Mas estas perguntas me fizeram pensar muito ultimamente (MAIS que o normal...). Isso é legal e está me fazendo um bem danado!

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